"...um livro, uma página de livro apenas, por menos ainda, uma simples gravura em um exemplar antigo, herdado talvez da mãe ou da avó, poderá fertilizar o terreno no qual a primeira e delicada raiz desse impulso começa a se desenvolver."
-Walter Benjamin

domingo, 18 de março de 2012

A Rainha do Castelo de Ar - Stieg Larsson

Se os outros dois livros foram bons, esse consegue ser melhor.

Stieg, além de investigações do Mikael, traz investigações paralelas, conspirações, assassinatos, segredos, romance, alianças inusitadas, mudança de atitude dos personagens e um julgamento, no mínimo, incrível.



Os personagens desse livro são tantos, que devemos nos atentar aos nomes. Lembrando que os nomes não são da nossa língua pátria e por isso, se lermos desatentamente, confundiremos mesmo. Cada personagem tem uma fé enorme naquilo que faz e age em torno dela, e é por isso que esse livro se torna magnífico. Eles não sabem que estão errados pois acreditam estar fazendo o certo.

Mas a melhor parte do livro, sem sombra de dúvidas, é o julgamento de Lisbeth Salander. Teleborian sendo interrogado por Annika Giannini foi a parte que mais fez meus olhos grudarem no livro. Se fosse real, eu seria fã de Annika e admiraria a linha de raciocínio dela. Como ela não é, sinto-me obrigada a elogiar Larsson que além de toda a trama original do livro, deu conta da trama paralela do julgamento. Recomendo altamente, mais que aos outros livros da série. Mas para compreendê-lo, é necessário ler os dois anteriores, então:

LEIA!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A Menina que brincava com fogo - Stieg Larsson

A continuação do livro Os homens que não amavam as mulheres não é uma continuação qualquer. Encorpado e mais grosso e denso que o primeiro livro da trilogia Millennium, o livro traz um Mikael mais maduro e centrado, uma Lisbeth diferente, mais solitária (se possível), mais misteriosa e contraditoriamente: com mais amigos.

Nesse livro nós sentimos na pele o que acontece com Lisbeth, Mimmi reaparece, assim como voltamos a nos encontrar com alguém da família Vanger que não vou dizer quem é pra não gerar spoiler da trilogia.
Se no primeiro livro tivemos um desaparecimento misterioso, nesse temos alguns assassinatos, os principais suspeitos são tão óbvios que você se convence. Aí acontece outro assassinato e a coisa muda de figura. Teorias e mais teorias surgem tanto na mente de quem lê quanto na mente dos personagens, isso sem desconfigurar a capacidade de Larsson de apontar falhas imensas nas políticas públicas da Suécia. A prostituição, ligada a corrupção e a uma malha imensa de trâmites políticos e policiais são denunciadas de forma descarada na trama desse livro.

Um laudo nunca diz tudo, não passa de um pedaço de papel sobre as impressões de alguém sobre outro alguém.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Fortaleza Digital - Dan Brown

Entre minhas leituras paralelas acabo de terminar a releitura do Fortaleza Digital, a história se passa na NSA (National Security Agency), uma companhia de inteligência Norte-Americana, estilo CIA, mas que ficou por muitos anos desconhecida dos reles cidadãos. 


Na estória, Susan Flecher, chefe do setor de criptografia da NSA é chamada para atender um chamado de emergência do seu chefe (Comandante Strathmore) em pleno final de semana, o que já configura algo fora dos padrões do setor. Se não bastasse isso, seu noivo, David Becker saiu as pressas para atender um chamado sobre o qual ele nada contou ao deixá-la na manhã de um sábado.
Acabamos descobrindo que David foi mandado pra Espanha, para uma missão de Strathmore, missão inteiramente relacionada com o chamado de Susan. Mais do que imaginamos!


O Maior computador de todos os tempos está parado numa decodificação e é em torno dessa decodificação que o livro gira. Muito melhor que O Código Da Vinci, na minha opinião, o livro nos faz pensar sobre uma realidade não muito distante da nossa, isso me fascinou da primeira vez que li, e como eu não lembrava do final, foi o que moveu a releitura. Um suspense de ficção real que vale MUITO pena ser lido, com personagens bem característicos e muita ação.


Quis custodiet ipsos custodes?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Guia do Mochileiro das Galáxias - Não entre em Pânico (vol.1)

Comprei (ok, pedi de presente) por indicação de um blogueiro, já tinha ouvido falar muito, aproveitei o preço (R$20,00 toda a trilogia de 5 livros - descobri que tem um sexto livro agora) pra matar minha curiosidade. Tcharan!!!! Acertaram em cheio recomendando, tanto meu amigo Ney, quanto o Sicko!



O livro é leve (tanto fisicamente quanto a leitura) e engraçado! A princípio estranhei o livro, sou acostumada a ficções à lá J.K.Rowling e André Vianco, cheias de suspense e tramas e todo aquele blá blá blá que mesmo quando gostamos, já conhecemos. O que Douglas Adams faz eu não sei, mas é digno de aplausos. A trama é cheia de segredos inimagináveis e nada no livro é previsível. Ele te avisa que ninguém morre em tal acidente antes do acidente, mas não te avisa que soldados estão chegando armados até os dentes em outro momento. Ele faz suspense quebrando o suspense. Você simplesmente não sabe o que esperar, vale a pena ler!

DICAS: em hipótese alguma saia sem uma toalha (de preferência branca); não maltrate os ratos; cuidado com o que diz e por último, mas não menos importante: NÃO ENTRE EM PÂNICO.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Em família!

Como eu postei no meu outro blog eu fiz um acordo com meu irmão pra incentivá-lo a ler mais (a ler, na verdade). Não contente resolvi expandir, tornar público e abrir as portas a quem quiser se juntar a nós. 

A princípio devemos ler pelo menos 1 livro por mês e temos o prazo de até dia 30 pra mandar pro outro um resumo e impressões do livro lido,  foi assim que esse blog surgiu, de um acordo entre irmãos, da paixão pelos livros, pelo incentivo a leitura.

A primeira postagem não pode começar sem um livro, então lá vai...

Começando pelo autor, Weydson Barros Leal é um escritor magnífico que me conquistou com seu blog Os dias e que entre tantas correspondências me deu o prazer de ser presenteada com seus três livros de poesia: Os círculos imprecisos, Os ritmos do fogo e A quarta cruz.
Infelizmente, por displicência minha nosso encontro em carne e osso não aconteceu porque ele tinha um dia, eu errei o dia, estava sem meu celular e não nos falamos desde então (tive vergonha de me desculpar por um erro tão estúpido), mas continuo acompanhando seu blog.

Meu livro favorito, entre os três, é A quarta cruz, mas vou falar d'Os círculos imprecisos. livro fácil de ler, envolvente. Fala de amor, de caos, do mundo urbano. Foi o primeiro livro de poesia pelo qual criei apego, afeto. É bom de ler, é atual e fluido. A estética do livro também é agradável, não cansa, não cega. 

Ok, sou péssima pra falar de livros de poesia, é mais fácil resumir os enredos de ficção. Mas vale a dica pra quem quer se aventurar. O primeiro de fevereiro está aqui! E se você quiser mandar a sua indicação é só falar comigo.

Enjoy!