"...um livro, uma página de livro apenas, por menos ainda, uma simples gravura em um exemplar antigo, herdado talvez da mãe ou da avó, poderá fertilizar o terreno no qual a primeira e delicada raiz desse impulso começa a se desenvolver."
-Walter Benjamin

sábado, 28 de julho de 2012

Johnny Depp - Danny White

Péssimo escritor. Danny White escreveu esse livro de uma vez, no mínimo, nem revisado o livro foi.

Não sei em termos de biografia, pois foi minha primeira e sou suspeita pra falar de Johnny, mas me pareceu superficial, com desvios de foco para outros personagens, desnecessariamente, enquanto pessoas mais marcantes na história de Depp ficaram esquecidas.


Quanto ao desleixo do autor/ agente/ editora, além de erros ortográficos, descontinuidade, repetições e nomes escritos errados (Marlon Brando virou Marlon Branco) existe uma pobreza de ilustração sem tamanho. Os geniais Chapeleiro maluco, J.M. Barrie, entre outros menos famosos, não apareceram, me fazendo pensar a data de alguns filmes. No fim do livro o autor confirma, o livro foi lançado após esse trabalho.

Tecnicamente decepcionada, mas li minha primeira biografia, me apaixonei mais por Depp e aprendi varias coisas inúteis sobre Winona Ryder.

sábado, 21 de julho de 2012

Memórias de uma Gueixa - Arthur Golden

Um dos livros mais sensacionais que eu já li.

Ficção e realidade ficam tão bem entrelaçados nesse livro que Sayuri vira uma amiga. Uma amiga íntima em quem você confiaria seus segredos. Uma amiga tão íntima que você sente que é pra você e pra mais ninguém que ela conta seus segredos. Uma amiga tão íntima que você quer matá-la a cada burrada.


A cultura de uma época de guerras e modernidades invadida, mudanças eminentes e a adaptação de um povo que deveria e deve servir de exemplo para o mundo. E a aceitação e os absurdos de tradições inaceitáveis para nossa sociedade, num livro maravilhoso e impossível de não ler.

O Santuário - Raymond Khoury

É um livrinho razoável.

O começo do livro é intrigante, ele passa de muitos anos atrás para os tempos atuais de uma forma inesperada e esse buraco causa curiosidade.

Mas em determinado ponto, ainda longe do final, se torna óbvio. Previsível. 




Mesmo assim o livro é interessante, o uróboro por si só causa fascínio. E o enredo, ainda que óbvio, é bom.

domingo, 18 de março de 2012

A Rainha do Castelo de Ar - Stieg Larsson

Se os outros dois livros foram bons, esse consegue ser melhor.

Stieg, além de investigações do Mikael, traz investigações paralelas, conspirações, assassinatos, segredos, romance, alianças inusitadas, mudança de atitude dos personagens e um julgamento, no mínimo, incrível.



Os personagens desse livro são tantos, que devemos nos atentar aos nomes. Lembrando que os nomes não são da nossa língua pátria e por isso, se lermos desatentamente, confundiremos mesmo. Cada personagem tem uma fé enorme naquilo que faz e age em torno dela, e é por isso que esse livro se torna magnífico. Eles não sabem que estão errados pois acreditam estar fazendo o certo.

Mas a melhor parte do livro, sem sombra de dúvidas, é o julgamento de Lisbeth Salander. Teleborian sendo interrogado por Annika Giannini foi a parte que mais fez meus olhos grudarem no livro. Se fosse real, eu seria fã de Annika e admiraria a linha de raciocínio dela. Como ela não é, sinto-me obrigada a elogiar Larsson que além de toda a trama original do livro, deu conta da trama paralela do julgamento. Recomendo altamente, mais que aos outros livros da série. Mas para compreendê-lo, é necessário ler os dois anteriores, então:

LEIA!

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

A Menina que brincava com fogo - Stieg Larsson

A continuação do livro Os homens que não amavam as mulheres não é uma continuação qualquer. Encorpado e mais grosso e denso que o primeiro livro da trilogia Millennium, o livro traz um Mikael mais maduro e centrado, uma Lisbeth diferente, mais solitária (se possível), mais misteriosa e contraditoriamente: com mais amigos.

Nesse livro nós sentimos na pele o que acontece com Lisbeth, Mimmi reaparece, assim como voltamos a nos encontrar com alguém da família Vanger que não vou dizer quem é pra não gerar spoiler da trilogia.
Se no primeiro livro tivemos um desaparecimento misterioso, nesse temos alguns assassinatos, os principais suspeitos são tão óbvios que você se convence. Aí acontece outro assassinato e a coisa muda de figura. Teorias e mais teorias surgem tanto na mente de quem lê quanto na mente dos personagens, isso sem desconfigurar a capacidade de Larsson de apontar falhas imensas nas políticas públicas da Suécia. A prostituição, ligada a corrupção e a uma malha imensa de trâmites políticos e policiais são denunciadas de forma descarada na trama desse livro.

Um laudo nunca diz tudo, não passa de um pedaço de papel sobre as impressões de alguém sobre outro alguém.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Fortaleza Digital - Dan Brown

Entre minhas leituras paralelas acabo de terminar a releitura do Fortaleza Digital, a história se passa na NSA (National Security Agency), uma companhia de inteligência Norte-Americana, estilo CIA, mas que ficou por muitos anos desconhecida dos reles cidadãos. 


Na estória, Susan Flecher, chefe do setor de criptografia da NSA é chamada para atender um chamado de emergência do seu chefe (Comandante Strathmore) em pleno final de semana, o que já configura algo fora dos padrões do setor. Se não bastasse isso, seu noivo, David Becker saiu as pressas para atender um chamado sobre o qual ele nada contou ao deixá-la na manhã de um sábado.
Acabamos descobrindo que David foi mandado pra Espanha, para uma missão de Strathmore, missão inteiramente relacionada com o chamado de Susan. Mais do que imaginamos!


O Maior computador de todos os tempos está parado numa decodificação e é em torno dessa decodificação que o livro gira. Muito melhor que O Código Da Vinci, na minha opinião, o livro nos faz pensar sobre uma realidade não muito distante da nossa, isso me fascinou da primeira vez que li, e como eu não lembrava do final, foi o que moveu a releitura. Um suspense de ficção real que vale MUITO pena ser lido, com personagens bem característicos e muita ação.


Quis custodiet ipsos custodes?

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

Guia do Mochileiro das Galáxias - Não entre em Pânico (vol.1)

Comprei (ok, pedi de presente) por indicação de um blogueiro, já tinha ouvido falar muito, aproveitei o preço (R$20,00 toda a trilogia de 5 livros - descobri que tem um sexto livro agora) pra matar minha curiosidade. Tcharan!!!! Acertaram em cheio recomendando, tanto meu amigo Ney, quanto o Sicko!



O livro é leve (tanto fisicamente quanto a leitura) e engraçado! A princípio estranhei o livro, sou acostumada a ficções à lá J.K.Rowling e André Vianco, cheias de suspense e tramas e todo aquele blá blá blá que mesmo quando gostamos, já conhecemos. O que Douglas Adams faz eu não sei, mas é digno de aplausos. A trama é cheia de segredos inimagináveis e nada no livro é previsível. Ele te avisa que ninguém morre em tal acidente antes do acidente, mas não te avisa que soldados estão chegando armados até os dentes em outro momento. Ele faz suspense quebrando o suspense. Você simplesmente não sabe o que esperar, vale a pena ler!

DICAS: em hipótese alguma saia sem uma toalha (de preferência branca); não maltrate os ratos; cuidado com o que diz e por último, mas não menos importante: NÃO ENTRE EM PÂNICO.